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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Desespero...

Hoje a minha mumy faz anos. 65 Anos!
Quando parei para fazer as contas, quase tive um AVC… 65 anos!
Com o facto, veio o medo, a melancolia, e as duvidas, quanto mais tempo terei com ela? Vou voltar a sofrer a perda de alguém próximo? Estará para breve o ser totalmente órfã?
O tempo passa e não damos conta do quanto ele voa. Ainda há tanto para dizer, tanto para viver, e… parece que todo o tempo do mundo não basta…

Não quero pensar nisso, mas é inevitável.
Como é que eu fico se ela partir? Fico sem mundo, sem chão, sem ar… morro com ela…
Devia ser um dia feliz, porque o aniversário é festejar o dia em que nascemos, em que recebemos a bênção da vida, mas não me consigo sentir feliz.
Tenho tanto medo, tenho pânico…

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ponto de Luz...

Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixe-me ser só ser

No teu colo eu me entrego
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só ser

Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me conduz
Aceso na alma

Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol rai
Eternamente quente

Liberta-me a mente
Liberta-me a mente

Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma

Inspirador e tranquilizante!
Sara Tavares com o seu sempre profundo olhar sobre Deus devolvendo-me alguma paz e vontade de acreditar que há um ponto de luz!



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Uma partilha...

No início do século 21, o mundo encontra-se infectado pelos vírus da padronização, da normalidade acrítica e da resignação. Esta ordem das coisas, que de natural pouco tem, trouxe consigo as democracias decadentes, políticos incompetentes, socialismos bacocos e…um grande vazio. Nas relações pessoais, o ideal é o da normalidade; o padrão torna-se norma de conduta e qualquer desvio é olhado de soslaio, com desconfiança. O amor é, agora, palavra para novelas, e o ódio serve para ilustrar os fait-divers jornalísticos. Nada é vivido com a intensidade das emoções. A sintaxe toma o valor da semântica e as palavras valem pela sua aparência. No entanto, um grupo de pessoas resiste a este estado de coisas: vivem a vida pela vida, com a intensidade de um poeta maldito, ou de um actor suicidário a diletância de um saltimbanco ou a espontaneidade de um marinheiro bêbedo. É uma geração de gentes, mas não separadas pela idade. O que os junta são as emoções, a forma como as vivem e delas sugam a vida: o amor pelo amor, a paixão pelo ódio, a volúpia do suor e a sensualidade do sangue. Tal como os caninos, esta geração vive em matilha e cada cão é a liberdade. É esta a GERAÇÃO DA MATILHA…

Interessante... muito interessante...

www.myspace.com/mundocao

Passo, na noite da rua suburbana

Passo, na noite da rua suburbana,
Regresso da conferência com peritos como eu.
Regresso só, e poeta agora, sem perícia nem engenharia,
Humano até ao som dos meus sapatos solitários no princípio da noite
Onde ao longe a porta da tenda tardia se encobre com o último taipal.
Ah, o som do jantar nas casas felizes!
Passo, e os meus ouvidos vêem para dentro das casas.
O meu exílio natural enternece-se no escuro
Da aia meu lar, da rua meu ser, da rua meu sangue.
Ser a criança economicamente garantida,
Com a cama fofa e o sono da infância e a criada!
O meu coração sem privilégio!
Minha sensibilidade da exclusão!
Minha mágoa extrema de ser eu!
Quem fez lenha de todo o berço da minha infância?
Quem fez trapos de limpar o chão dos meus lençóis de menino?
Quem expôs por cima das cascas e do cotão das casas
Nos caixotes de lixo do mundo
As rendas daquela camisa que usei para me baptizarem?
Quem me vendeu ao Destino?
Quem me trocou por mim?
Venho de falar precisamente em circunstâncias positivas.
Pus pontos concretos, como um numerador automático.
Tive razão como uma balança.
Disse como sabia.
Agora, a caminho do carro eléctrico do término de onde se volta à cidade,
Passo, bandido, metafísico, sob a luz dos candeeiros afastados
E na sombra entre os dois candeeiros afastados tenho vontade de não seguir.
Mas apanharei o eléctrico.
Soará duas vezes a campainha lá do fim invisível da correia puxada
Pelas mãos de dedos grossos do condutor por barbear.
Apanharei o eléctrico.
Ai de mim; apesar de tudo sempre apanhei o eléctrico —
Sempre, sempre, sempre...
Voltei sempre à cidade,
Voltei sempre à cidade, depois de especulações e desvios,
Voltei sempre com vontade de jantar.
Mas nunca jantei o jantar que soa atrás de persianas
Das casas felizes dos arredores por onde se volta ao eléctrico,
Das casas conjugais da normalidade da vida!
Pago o bilhete através dos interstícios,
E o condutor passa por mim como se eu fosse a Crítica da Razão Pura...
Paguei o bilhete. Cumpri o dever. Sou vulgar.
E tudo isto são coisas que nem o suicídio cura.

Álvaro de Campos, 1930

terça-feira, 22 de setembro de 2009

AIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!

Já tenho o meu bilhete para ver Marilyn Manson!!!

So Happy


=D

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

...

Bem, cheguei de férias mas acho que vim pior do que fui!
Tenho a cabeça cheia de "nós" para resolver!
Dei por mim ontem, nas escadas do Palácio Nacional de Sintra a fumar um maço de marlboro e a pensar na vida! Muitas decisões e tão pouco tempo... Vamos la ver como acaba.

Muah´*

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

FERIAS!!!

Pois é!

Amanha vou para São Pedro do Sul e volto domingo.

Espera-me quatro dias de pura loucura! Depois conto as novidades!

Ai estas duas alminhas... ihihih MEDO!!!

Muah'*